quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DENGUE E LEISHMANIOSE


Com a chegada do verão nos deparamos novamente com velhos visitantes que, ao contrário do Papai Noel, não é lenda e sua presença é certa do domicílio de qualquer pessoa se não adotarmos as condutas preventivas. De quem estou falando? A DENGUE!

Apesar de todos os esforços do poder público de das Coordenadorias de Defesa Civil, a Dengue tem aumentado assustadoramente em alguns Estados. Segundo dados levantados pelo Ministério da Saúde, 4 cidades da região Norte, 17 cidades da região Nordeste sendo 10 só no Estado de Pernambuco, e 3 no Estado de Minas Gerais apresentam risco de surto de Dengue.
  
No Estado de São Paulo, apesar dos índices de contaminação da doença terem baixado nos últimos anos, ainda temos infestações comprovadas em cidades do interior e litoral. Os municípios com maiores ocorrências de casos, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica, são: São José do Rio Preto (10,83%), Birigui (5,98%), Campinas (5,90%), Ubatuba (4,41%), Piracicaba (4,04%), Bebedouro (3,71%), Sumaré (3,68%), Ribeirão Preto (3,11%), São Paulo (3,0%), Andradina (2,59%), Araçatuba (2,55%), Ilha Solteira (2,14%), Quanto à incidência os de maior expressão foram: Suzanópolis (7750), Ilha Solteira (7191), Auriflama (6199), Sales (5622), Pereira Barreto (5167), Birigui (4756), Ubatuba (4678), Bebedouro (4000), Andradina (3911), Barbosa (3854), Lourdes (3719), Itapura (3667), Buritama (3473).

Por isso, além de cuidarmos dos enfeites natalinos, presentes ao nossos entes queridos e os preparativos de viagem, não custa nada dar uma averiguada em sua residência, eliminando possíveis criadouros do mosquito.
            
Por outro lado, infelizmente, não é só a Dengue que nos ameaça. A LEISHIMANIOSE, outra doença também transmitida por picada de inseto, tem gerado surtos em algumas cidades no Brasil, inclusive no interior de São Paulo.

LEISHMANIOSE:

A LEISHMANIOSE é uma doença infecciosa, não contagiosa, porém crônica e letal que provoca lesões na pele e mucosa, como também se manifesta na forma vísceral, cuja transmissão ocorre em humanos e também em animais, especialmente nos cães e gatos domésticos nas áreas urbanas. Sua transmissão dá-se pela picada da fêmea do mosquito Flebotomínio, vulgarmente conhecido como mosquito palha, que guarda também muita semelhança com o pernilongo.



Seu período de incubação em humanos é geralmente longo, levando cerca de dois anos para manifestação dos primeiros sintomas. Segue abaixo fotos de manifestação da doença em estágio avançado:
 





PREVENÇÃO:

Ao contrário do mosquito da dengue, o mosquito palha se prolifera em lixos, entulhos, terrenos sujos, galinheiros e outros criadouros de animais. Segundo cartilha publicada pelo Ministério da Saúde, medidas simples como limpeza urbana, eliminação dos resíduos sólidos orgânicos e destino adequado dos mesmos, eliminação de fonte de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, entre outras, certamente contribuem para evitar ou reduzir a proliferação do vetor.

AVANÇO DA DOENÇA NO BRASIL:
  
Os dados epidemiológicos dos últimos dez anos revelam a periurbanização e a urbanização da leishmaniose visceral, destacando-se os surtos ocorridos no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Araçatuba (SP), Birigui (SP), Bauru (SP), Santarém (PA), Corumbá (MS), Teresina (PI), Natal (RN), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Camaçari (BA) e mais recentemente as epidemias ocorridas nos municípios de Três Lagoas (MS), Campo Grande (MS) e Palmas (TO). As áreas de transmissão da doença no Brasil estão representadas na figura abaixo:

  
Não há dados recentes publicados oficialmente sobre o avanço da doença no Brasil. No entanto, para que a Leishmaniose não ganhe as mesmas proporções da Dengue, com o risco de superar, inclusive, seu status nas regiões centrais, norte e nordeste, é necessário que todo voluntário faça a sua parte, alertando a população e as autoridades sanitárias locais para tomada das providencias pertinentes, bem como, prevenir o surgimento do vetor com as medidas preventivas mencionadas.


VOLUNTÁRIO FIQUE DE ALERTA!!!

É nossa responsabilidade zelar pela saúde da comunidade.